Propostas para o Engenho Central após 2003

Com a criação do Ipplap em 2003, as propostas elaboradas para o Engenho Central passaram a ser desenvolvidas ou coordenadas pela autarquia.

Em 2004 foi desenvolvido um amplo estudo de intervenção denominado “Anteprojeto de Arquitetura e Plano de Uso e Ocupação do Complexo Engenho Central e Parque do Mirante”, a cargo do escritório Brasil Arquitetura e sob coordenação do Ipplap, prevendo a constituição de um complexo de cultura e lazer, ancorado no Museu de Ciência e Tecnologia, respeitando os diversos usos já consolidados, mas ampliando as formas de utilização, integrando eventos e atividades comerciais, de modo a conferir uma sustentabilidade financeira ao complexo.

O projeto propunha a requalificação de um dos edifícios (14A) para a instalação da administração do parque, a conversão dos principais edifícios (7A, 7B e 5) no Museu de Ciência e Tecnologia, bem como dos edifícios 9 e 10, que se transformariam no Museu do Papel e Artes Gráficas. Além desses grandes equipamentos culturais, deveria ser implantada infraestrutura destinada à manutenção dos grandes eventos cuja presença estava consolidada: o Salão Internacional do Humor, Paixão de Cristo, Festa das Nações e SIMTEC – Simpósio Internacional e Mostra de Tecnologia e Energia Canavieira, dentre outros.

Ainda que não tenha sido executada, esta proposta é importante por consistir numa reflexão ampla e integrada a respeito da ocupação do Engenho Central, dando relevância à questão da sustentabilidade do complexo. Além disso, esta proposta foi o ponto de partida para o desenvolvimento do estudo que deu origem ao Novo Teatro do Engenho Central, obra de requalificação do edifício 6, elaborado pelo mesmo escritório Brasil Arquitetura, e cujas obras foram concluídas em 2012.

Em 2006 foi desenvolvida nova proposta para o complexo do Engenho, de autoria do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, em associação com o escritório Piratininga Arquitetos Associados. O estudo foi contratado e doado à municipalidade pela COSAN (atual Raízen) e foi acompanhado de perto pela equipe técnica do Ipplap. A proposta previa a implantação de vasta infraestrutura e equipamentos com caráter regional . Duas novas passarelas de pedestres conectariam as duas margens, sendo implantados alguns equipamentos definidos como “estruturadores” do projeto: o novo Restaurante do Mirante, o Grande Teatro (edifícios 05/07), Administração (edifício 14A), Exposições (edifícios 09/10, 14, 14B, 15), Restaurante da Esplanada (edifício 17), Hotel (edifício novo), Centro de Convenções (edifícios 14B e 14C) e Grande Pavilhão de Exposições (também em nova edificação).

Além das edificações, a proposta previa uma completa urbanização do Engenho, propondo-se a execução de infraestrutura subterrânea e piso adequado à condição de área de preservação permanente que se configura na área.Em fins de 2007 deu-se início às obras de reforma do Edifício 14, adaptando-o e dando-lhe melhores condições para sediar o Salão Internacional do Humor. No começo do ano seguinte iniciaram-se as obras para a urbanização do Engenho Central, com a execução das redes subterrâneas de infraestrutura, bem como do novo pavimento de blocos intertravados de concreto, de modo a garantir alguma permeabilidade ao solo.

Outra obra executada nesse momento foi a reforma e adaptação do Edifício 14A, defronte à Passarela Pênsil, destinado às instalações da administração do parque do Engenho e dotado de estrutura de informações e acolhimento, além de um espaço de exposições, configurando uma recepção do visitante do parque. O projeto de adaptação foi desenvolvido pela equipe do Departamento de Projetos Especiais do Ipplap.

O já citado Novo Teatro do Engenho Central representa uma das mais importantes ações já realizadas no complexo. Trata-se da requalificação do Edifício 6, instalando em seu interior uma completa infraestrutura e os mais modernos recursos cênicos, num espaço de altíssima qualidade para as artes dramáticas em Piracicaba. O projeto, desenvolvido pelo Escritório Brasil Arquitetura, tirou partido do grande pé-direito de 18 metros da antiga destilaria, distribuindo seus cerca de 500 lugares em dois níveis de plateia e balcões laterais. Seu palco dupla-face possui grandes portas que, abertas, permite a realização de apresentações voltadas à praça externa. O teatro conta, ainda, com um restaurante, salas de ensaio e camarins dotados de todos os recursos necessários ao seu pleno funcionamento.

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